Dolce & Gabbana e o Marketing Digital

Quando eu gosto muito de assunto, e conheço ele de uma maneira um pouco além do superficial, eu geralmente não consigo falar sobre ele.
Foi assim com meu tcc, que eu sabia de ponta a ponta e apresentei em tempo recorde e sem vírgulas, é assim com sapatos e é assim com marketing de moda.
Por mais que eu trabalhe diretamente com criação e desenvolvimento de novos produtos, no dia que fiz minha entrevista pro Master eu não sabia explicar pra eles porque queria Marketing – por sorte meu currículo ajudou bastante pra eu ser aprovada.
Pra mim, pelo que eu conheci durante a faculdade e na minha experiência minúscula de trabalho na com moda, marketing e produto são praticamente a mesma área. Ou pelo menos tão próximas que vivem se trombando além dos corredores de uma empresa.
E é por isso que eu vim compartilhar uma entrevista mais que interessante que vi com Domenico Dolce e Steffano Gabbana, sim da marca Dolce & Gabbanna do último post, mostrando que por mais clássico que você e sua equipe seja, é de imensa importância você reparar no que acontece no mundo, se você quer fazer algo novo.
Pra quem não sabe foram eles que introduziram bloggers de moda na primeira fila de seus desfiles, criaram um site acessível via internet mobile (vocês não tem noção da quantidade de marcas que nunca sequer pensaram nisso) além de ser uma das primeiras marcas a lançar apps para aparelhos móveis (celulares, iPads e afins), para não so divulgar seus produtos e a marca, mas aumentar interatividade com clientes/formadores de opinião.
Eles fizeram um streaming de um de seus desfiles de Milão esse ano, onde quem estava assistindo podia fazer suas criticas direto do app, e esses feedbacks eram transmitidos na sala de desfile.
Numa era de marketing digital, e agregar incontáveis novos formadores de opinião, independente de consumirem ou não a marca, eles foram (e ainda são) brilhantes.

Créditos do vídeo: BoF

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Milão Fashion Week S/S 2012 – Masculino

Alexander McQueen:

Usando o rock como referência a estilista Sarah Burton batizou a coleção Primavera/Verão 2012 de “English Rock”. Nos looks apresentados no desfile – alguns mais sofisticados, outros mais casuais – foi muito explorado o uso de padronagens e estampas com um tóque “mod”.

O desfile nos faz lembrar das roupas usadas pelos roqueiros da década de 60.

Bottega Veneta:

A tradicional grife Bottega Veneta investiu forte em alfaiataria e padronagens como xadrez e listras. Quanto a modelagem a silhueta é mais ajustada ao corpo com ternos acinturados que me agradam muito. Refrescando um pouco a coleção que teve como cores predominantes o Cinza, o Bege e o Marrom, Tomas Maier “respingou” um pouco de Azul, Roxo, Verde e Laranja para dar mais ‘humor” a algumas peças.

Quanto aos acessórios a coleção conta com bolsas, carteiras e óculos arredondados com ar seventies.

D&G:

Por incrível que pareça eu nunca fui muito fã de roupa Jeans, porém a coleção Verão 2012/2013 da D&G me fez rever alguns conceitos… O grande destaque desta coleção foi o inusitado uso de jeans em conjunto com seda para desenvolver calças, bermudas, camisas e camisetas.

Nós ainda não sabemos ao certo o motivo, mas infelizmente este foi o último desfile da D&G que a partir da próxima coleção passa a ser incorporada a Dolce & Gabbana. #todaschóra

Dolce & Gabbana:

Tendo como tema “Redes Sociais” a Dolce & Gabbana apresentou uma coleção que mescla – como a maioria das outras grifes – looks sofisticados e outros casuais. Na ala sofisticada temos calças amplas com pregas e encurtadas pelas barras dobradas, ternos e blazers de modelagem sequinha, revelando uma alfaiataria mais leve e descontraída. Já no time casual temos muitos macacões, bolsos utilitários, shorts, muita transparência e principalmente a aplicação de tramas em forma de redes e telas.

As redes e telas transparentes aplicadas nas calças, shorts, camisas, etc. foi o grande destaque da coleção.

Dolce & Gabbana (Masc.) S/S 2011 | Milan Fashion Week

Via: Style.com

Fotos: Reprodução