Sobre mari.

mari tem vinte e três anos, não gosta de letras maiúsculas, estudou moda e trabalha com criação e desenvolvimento de produtos desde os dezenove. é consumista, coleciona sapatos e é apaixonada por design e bolsas clássicas. quando crescer quer ser ao menos metade do que audrey hepburn foi. é movida por música, sua vida é dirigida por woody allen e tim burton - nos momentos bizarros. lê mais livros que a média das pessoas, porém menos do que gostaria. tem mais sapatos do que consegue usar e ainda assim são poucos. sua ambição até o fim do ano é virar uma centopeia, literalmente, sem estourar no cartão de crédito. disponível em (quase) todas as mídias sociais, e no mah.rosalen at gmail dot com.

Os vídeos da Dior

A pessoa fica um mês sem postar, e quando volta vai falar da mesma marca do último post. Se a gente fosse do conglomerado de blogs xis,  certeza que iam dizer que eu era paga por eles pra fazer isso (não que eu fosse achar um problema ser paga pela Dior)…

Brincadeiras a parte, a Dior, nossa maison-brand-whatever do coração, soltou esse mês dois vídeos fantásticos:  O primeiro, feito em Versailles e dirigido por nada menos que Inez e Vinoodh, os fotográfos holandeses que expuseram no SPFW no ano passado. Não menos amor é a escolha da trilha Enjoy the Silence com Depeche Mode, o resultado é esse aqui:

 

O segundo vai polemizar um pouco mais, tem a ver com “customizar” sua própria it-bag, nesse caso a Lady Dior. Achei a experiência do vídeo ótima e, talvez, se eu tivesse condições de ter algumas (aka várias) faria algumas intervenções sim, acho que personalidade própria em todos os casos é uma delícia. Porém, voltando ao vídeo, a Dior convidou a blogueira-ilustradora-fotografa Garance Doré pra viver essa experiência em Tókio e retratá-la de alguma maneira na sua Lady Dior.

Achei a idéia da ilustração, dos pingentes e da alça ótimas, to pensando seriamente em aderir na minha, alguém mais faria?

O fim do drama e uma uma nova era..

Essa semana a Dior resolveu acabar com a novela mexicana que pairava sobre a nomeação de um novo diretor criativo. O escolhido, o estilista minimalista belga Raf Simons, tem um estilo totalmente diferente de seu antecessor, e muy querido por esses que vos escrevem, John Galliano.
Raf Simons vem de uma formação em design industrial e começou sua carreira criando móveis, até abrir sua própria marca em 1995, a Raf Simons. O estilista belga também comandou a Jil Sander até fevereiro do ano passado, onde apresentou sua última coleção em Milão, e foi ovacionado pelo maravilhoso trabalho que desenvolveu com a marca.

A última coleção do estilista pra Jil Sander...


E a última coleção de RTW do Galliano, pra Dior...

Conheço pouco o trabalho dele pra poder opinar, mas esse pouco me mostra que a Dior tomará mesmo novos rumos.
Não falando com pessimismo, mas acredito que os ‘shows’ da alta costura não serão mais os mesmos. Na minha opinião, uma nova era que se iniciou no último desfile da marca, será continuada. Por enquanto o estilista ainda não trabalhou com couture e sua primeira coleção será apresentada pela maison em julho. Até lá, desejamos boa sorte e esperamos com muitas expectativas o que vem pela frente.

Style Tips II: O tal do terno

Existem partes no guarda roupas, seja ele feminino ou masculino, que costumamos brincar que são pequenos investimentos. São aquelas peças necessárias, que você hora ou outra vai precisar e tem um custo mais elevado. Pro caso masculino o terno é um bom exemplo, aqui consideramos o terno como o “costume” ou seja, a calça e o paletó, enquanto o terno de verdade era/é composto de três peças: Colete, Paletó e Calça.
O preço de um bom terno é elevado, junto com ele vem um serviço de alfaiate pra ajustes no corpo do cliente, porque é de suma importância que o terno vista muito bem, mais que qualquer outra roupa do armário.
São três tipos básicos de corte: o clássico ou americano, o italiano e o inglês, cada um deles tem sua peculiaridade. O clássico é reto tanto no paletó quanto a calça, esconde as formas de quem usa (e na minha modesta opinião é meio vintage de uma maneira não legal). O italiano que é levemente acinturado no paletó e com a calça mais baixa e um pouco mais “sequinha”, e o inglês que é mais acinturado que o clássico, porém menos que o italiano e com uma calça certinha e não justa. Também pode-se utilizar das fendas na parte de trás e das pregas nas calças para garantir maior conforto. Se você é uma pessoa que combina o paletó em outras ocasiões, além das especiais e/ou do trabalho, vale investir em mais de uma cor, manter um linho junto ao preto ou cinza mais clássico é uma dica bem valiosa.
Então escolhido o terno, e você se achou tão bem nele que não quer deixá-lo no armário por muito tempo e está procurando idéias de como vestir em outras ocasiões… Você ganhou pontos comigo! Haha.

Uma idéia é usar com o jeans e camisetas em ocasiões mais informais, trocando o sapato por um têninhos mais casual, por exemplo. Contrastar a cor do blazer com a calça também cria essa informalidade, mas é sempre bom atenuar as cores que você está usando junto ao seu tipo físico.
Juntar o paletó com a dica da semana passada para as barras da calça também deixam esse efeito super evidente e com um ar moderninho.

Imagens: Reprodução

Style Tips: Interessância no Vestuário Masculino

É dia da mulher mas a pauta é masculina. Divergente eu sei, mas garanto que muitas mulheres agradecem dicas e idéias pra fazer seus mocinhos (e os moçoilos ao redor) mais bonitos e elegantes.
Volta e meia eu, e mais algumas amigas, comentamos no twitter elementos que achamos legais que homens usem e a réplica é sempre “nenhum homem usaria isso”, “isso é cafona” e coisas mais baixas que não precisam ser repetidas.
A idéia aqui não é você incorporar um cachecol, por exemplo, no nosso calor senegalês atual e sim procurar alternativas pra deixar o jeans com camiseta mais interessante e atrativo.
Acessórios e/ou uma terceira peça (entendam como sobreposição) funcionam muito bem para nós mulheres e pra vocês homens, bem como truques de styling: uma barra dobrada numa calça ou bermuda, bem como mangas dobradinhas na camisa de manga cumprida.
Pra ninguém reclamar que eu quero que vocês derretam escolham bem os tecidos: sintéticos e escuros não combinam com verão, menos ainda quando não estamos na nossa melhor forma: eles não respiram bem, logo atrapalham na nossa transpiração. Usem um pouquinho de cor, não faz mal a ninguém, e os cáquis, brancos e beges vão te fazer bem.

Fotos: Reprodução

A Locomotiva Fashion da Louis Vuitton

Admito que não acompanho a agenda de desfiles, vejo os releases e se bate com um horário que eu to livre acabo vendo um livestreaming ou algo do tipo. Pois hoje acordei e uns sites gringos que leio comentaram que o desfile da Louis Vuitton estava prestes a começar, pois tomei meu café da manhã quase que trabalhando.
Trabalhando não, me deliciando, porque o desfile foi maravilhoso!
Cenografia impecável, vindo do histórico recente da Vuitton com elevadores, hotéis antigos e um carrosel de modelos, não dava pra esperar pouca coisa… E Marc Jacobs não decepciona, nunca! Uma locomotiva linda trouxe as modelos para a passarela, que era uma estação ferroviária. Lindo de ver e acompanhar.
As famosas bolsas e malas da marca, que foram o destaque depois da cenografia, eram levadas ao lado das modelos por homens vestidos como maquinistas. Vimos couro, muita pele e diversos tamanhos: das mini as maxi bolsas e malas.
O couro também apareceu em vestidos e casacos, bem trabalhado com aspecto brilhante, contrapondo com o mesmo mais opaco, ora acompanhando brilhos ora acompanhando detalhes de pele nas golas. Aliás aplicações de brilho e bordado apareceram em looks inteiros, acompanhando a paleta sóbria escolhida pela marca.
Nos shapes foram re-apresentados classicos: casacos em linha A, vestidos retos e saias sobrepostas a calças retas. Golas altas reapareceram em veludo especialmente e botões que se assemelhavam a broches, tanto no tamanho quanto no cuidado. O comprimento continuou midi, exceto para alguns casacos, mas valendo até para as calças que ficaram pela altura do tornozelo.
Se fosse pra jogar uma década de referência passaria perto da segunda guerra, tanto pela cores quanto pelo styling usado, me lembrou algumas imagens de aulas e livros de indumentária, e até filmes clássicos.
Com isso vem uma teoria que percebi em algumas fotos, desfiles e coleções: já faz um tempo que olhamos para décadas anteriores como fonte de inspiração, passamos pelos anos 70 e 60 recentemente e estamos voltando mais: franjas vindas do jazz dos anos 20, minimalismo não menos feminista de entre guerras. Vemos as tendências se focando em épocas que o consumo desenfreado não era o foco, o contrário do que vemos hoje. Não falo isso como uma tendência comportamental efêmera, acho mesmo que será o nosso background daqui alguns anos, antes que precisemos reciclar roupas, literalmente.

Fotos: Style.com

A Silhueta da Balmain

Existem marcas e marcas. Daquelas que vemos o que fizeram na última coleção da passarela porque rolou um burburinho e aquelas que nós aguardamos ansiosamente a próxima coleção.
Já descrevi aqui minha vontade de ser milionária e viver de Balmain, aliás milionária e magra, porque né, não dá pra usar os minis com perninhas de “Mulher Fruta”.
Pois bem, Olivier dessa vez tomou como inspiração um Ovo Fabergé que foi dado a Elizabeth Taylor e trouxe um trabalho com perólas maravilhoso. A silhueta contava com calças skinny e flare, saias lápis e muita jaqueta oversized, um shape quadrado contrapondo com os minis justíssimos da marca. Muito veludo, muito bordado com pérolas e muito couro, como a gente sabe que a Balmain adora.



O que dá pra ver é que Rousteing está sabendo conduzir a Balmain sem (me) decepcionar. Achei o trabalho com os bordados em couro maravilhoso, super cuidadoso e obviamente uma fortuna, até porque a Balmain é conhecida por preços absurdos. Aliás, uma das jaquetas acima (a terceira foto) é considerada a mais cara feita pela marca até hoje, se alguma fast fashion fizer algo similar a gente agradece, de coração.

Fotos: Style.com

Wake Me Up Before You Go-go by Emmanuelle Alt

Faz quase um mês que esse vídeo saiu, mas devido a minha falta de tempo não deu pra dar meus pitacos…
A então editora da Vogue France, Emmanuelle Alt, deu uma de “gente como a gente” (só que mais fina, com produção e backing vocals dignos) e fez um vídeo cantando Wake me up before you Go-go, do Wham, pra divulgar o site novo da revista.
Eu digo que não foi nada humilde porque as backing vocals, ao menos no vídeo, eram só Anja Rubik, Jasmine Tookes, Kendra Spears e Karmem Pedaru. Sim, time modesto e simples, só que ao contrário. Mas o vídeo ficou super bacana, com uma carinha de anos 80 e performático na medida.