O fim do drama e uma uma nova era..

Essa semana a Dior resolveu acabar com a novela mexicana que pairava sobre a nomeação de um novo diretor criativo. O escolhido, o estilista minimalista belga Raf Simons, tem um estilo totalmente diferente de seu antecessor, e muy querido por esses que vos escrevem, John Galliano.
Raf Simons vem de uma formação em design industrial e começou sua carreira criando móveis, até abrir sua própria marca em 1995, a Raf Simons. O estilista belga também comandou a Jil Sander até fevereiro do ano passado, onde apresentou sua última coleção em Milão, e foi ovacionado pelo maravilhoso trabalho que desenvolveu com a marca.

A última coleção do estilista pra Jil Sander...


E a última coleção de RTW do Galliano, pra Dior...

Conheço pouco o trabalho dele pra poder opinar, mas esse pouco me mostra que a Dior tomará mesmo novos rumos.
Não falando com pessimismo, mas acredito que os ‘shows’ da alta costura não serão mais os mesmos. Na minha opinião, uma nova era que se iniciou no último desfile da marca, será continuada. Por enquanto o estilista ainda não trabalhou com couture e sua primeira coleção será apresentada pela maison em julho. Até lá, desejamos boa sorte e esperamos com muitas expectativas o que vem pela frente.

Dior, mais drama, por favor.

É bem verdade, e vocês já devem ter percebido isso, que Dior é uma das marcas mais queridas pelos que vos escrevem neste modesto blog.
Não é pra menos, em quesito histórico Christian Dior talvez seja meu segundo favorito, perde para Coco Chanel, meio óbvio, porém ele cria uma das silhuetas que eu mais gosto, o que são muitos e muitos pontos.
Quando aconteceu toda a história do Galliano ano passado nós aqui sofremos, sofremos por um ídolo e por saber o quanto isso afetaria a Dior. E bom, não erramos.
Depois de alguns desfiles sentindo a falta da batuta Gallianesca e de todo o drama que o envolvia, vimos nessa última coleção de alta costura, apresentada em Paris, uma saudade ainda maior.
Muitas vezes a silhueta imortalizada de Christian Dior apareceu, cinturas marcadissímas com saias esvoaçantes ou com saias lápis. Tudo aquilo que sabemos que nunca dará errado sendo refeito sem nenhuma novidade.
Eram looks lindos, confesso, fiquei apaixonada pelo trabalho dos plisses que acrescentavam mais fluidez aos modelos, mas ainda assim não eram novos. Talvez Galliano não fizesse diferente, até porque quem está coordenando a marca agora era seu braço direito, mas ele acrescentaria um pouco mais de charme e performance.
Talvez o que mais me surpreendeu em todo desfile foi a trilha sonora de Lana Del Rey, uma modernidade, possivelmente esperada para outros desfiles, não para Haute Couture, pelo menos por mim.
No mais a gente pede que o drama volte as passarelas, até porque os que envolvem a direção criativa da marca estão perdendo graça, virando novela mexicana e prejudicando muito a imagem da marca.


Fotos: Style.com