Top 5: Filmes relacionados a Moda

Cinema entra fácil entre as minhas paixões. Já me dediquei mais: assistir todos indicados aos oscar de melhor filme (e geralmente de melhor figurino), assistir muitos clássicos (eu adoro filmes antigos) e passar o fim de semana vendo filmes em casa. Hoje vejo um ou outro e me sinto bem culpada por isso.
O top 5 da semana trata de filmes de moda e selecionar CINCO de uma lista de vários que eu indicaria por ter visto e por saber que se encaixa com moda de alguma maneira é quase impossível. Leia bem, os cinco daqui eu já vi, então sintam-se a vontade pra indicar filmes pra eu ver, que eu adoro!
Eu não sou uma especialista, então contei com uma ajudinha do google pra lembrar quem já levou Oscar de melhor figurino, sem ser redundante pra falar só da importância da Edith Head como figurinista, então vem comigo que o post vai ser longo!

#5 – The Fifth Element – O Quinto Elemento (1997)

Logo de cara você pode me chamar de maluca por indicar um filme de ficção científica francês enquanto eu falo de figurino… Mas quem veste a mocinha Mila Jovovich, Bruce Willis e Gary Oldman (além de todos outros personagens do filme) é Jean-Paul Gaultier.
Toda estética futurista dos personagens é planejada por ele. E pode falar que o macacão da Mila parece um monte de fita adesiva no corpo, mas isso não impediu a Rihanna de sair vestida (quase) como ela em 2009.

#4 – Pretty in Pink – A Garota de Rosa Shocking (1986)

Dificilmente você acha esse filme em qualquer uma dessas listas de filmes de moda, mas além de ser um classico sessão-da-tarde-água-com-açúcar com uma trilha sonora muito boa, o filme traz sua protagonista como uma garota com estilo bem diferente do convencional (até pros anos 80).
Andy Walsh (a protagonista interpretada por Molly Ringwald) era adepta a fazer suas próprias roupas, incluindo seu vestido do baile de formatura. Logo você vai se surpreender com um figurino um pouco exótico em algumas horas, mas com muito sentido.

#3 – Zuzu Angel (2006)

Esse é nacional e acho que foi um do primeiros filmes que eu vi que retratavam de alguma maneira moda daqui, que não fosse com desfiles em filmes da Xuxa e coisas do tipo.
Ele é um drama que conta história da estilista brasileira Zuzu Angel na época da ditadura, quando seu filho foi capturado e torturado por militares e ela assassinada num acidente forjado.
O figurino corresponde muito bem aos anos 70 que o filme se passa e mostra até como ela produzia suas roupas e mantinha seu processo criativo no meio de todo caos que sua vida estava passando.
Eu indico sempre que posso e já revi algumas vezes.

#2 – Marie Antoinette – Maria Antonieta (2006)

Eu não queria incluir esse filme na lista, confesso. Mas é de fato um dos meus filmes de moda favorito, não só pelos figurinos, cupcakes e trilha sonora, mas porque sou apaixonada pela estética do filme e pela história de Maria Antonieta (e sua influência e ligação na moda).
E merecidamente ele ganhou Oscar de melhor figurino. Merecidamente mesmo, todo cuidado pra criar roupas do século XVIII, além de um all star perdido propositalmente por uma centena de sapatos. As cores e estampas desenvolvidas para o filme eram pensados segundo os momentos que a personagem viveria, além da fase da ‘campestre’ que a personagem teve. Nesse site você encontra boa parte do figurino, mas uma dica, só abra se tiver tempo!

#1 – Sabrina – Sabrina (1954)

Audrey Hepburn é uma das minhas musas desde muito tempo, então seria muito chato eu querer colocar todos filmes que Givenchy fez o figurino aqui… Mas esse além de ganhar Oscar de melhor figurino tem uma história engraçadinha por trás do mesmo.
Na verdade verdadeira o figurino desse filme é assinado por Edith Head, a tal figurinista famosérrima dita ali em cima. E diz que ela não gostava de vestir a Audrey, ela era magra, alta e sem muitos atributos, mas aprendeu a valorizar as saboneteiras da atriz (!!!)
A parte engraçadinha da história é que os vestidos na verdade foram desenhados por Givenchy (e todo mundo sabe disso hoje) mas na época quem recebeu os créditos (e o Oscar) foi Edith Head.
Pra entenderem porque essa figurinista é tão conhecida: ela recebeu 8 vezes a estatueta de melhor figurino, sendo indicada 35 vezes para o prêmio e dizem alguns comentários que a personagem Edna Moda, do filme Os Íncriveis da Disney, foi inspirada nela, acho fofa a homenagem!

Como eu disse, eu não queria ser repetitiva, por isso Bonequinha de Luxo ou o Diabo Veste Prada não estão na lista.
São importantes e adoro ambos (acredite, sei trechos de cor dos dois filmes e meus dvds devem estar riscados já), mas acho que existem muitos outros que deveriam ser vistos! Tanto pela relevância de figurinistas quanto pelas marcas que aparecem.
E como eu disse, me indiquem filmes, eu gosto mesmo de ver e se possível ter alguém pra poder comentar depois!

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Top 5 – It Bags

O top five de hoje ficou longo, e com uma histórinha de moda em cada modelo. Juro que tentei ser o mais sucinta possível, mas não tá fácil pra ninguém falar do que gosta sem nadar na prolixidade.

#5 – Classic Box

No nosso quinto, porém nada desmerecido lugar, vou contar duas histórias: a primeira é a respeito de uma menina que no auge dos seus 15 anos começou a colecionar catálogos. Colecionar MUITOS catálogos e pedi-los incansavelmente pra várias marcas internacionais por e-mail (vocês que trabalhavam respondendo eles, obrigada pela paciência sempre, seus fofos!). Foi assim que a Céline entrou na minha vida, a marca na época me respondeu super rápido e super atenciosa me mandando vários catálogos (inclusive depois que eu parei de pedir).
Lembro até que um dos meus primeiros desenhos de rostos da faculdade foi em cima de uma foto deles, linda por sinal, parecia uma boneca!
Bom mas voltando ao foco, a Classic Box tem esse aspecto todo retrô, mas é relativamente atual. Tornou-se um dos modelos mais disputados nessas últimas temporadas de moda junto com um outro modelo da marca, e ganhou milhares de edições, além de várias versões inspired aqui no Brasil. O mais legal da Céline é que a marca, inicialmente em 1945, começou fazendo sapatos infantis. A linha de produtos cresceu e virou acessórios e calçados femininos durante os anos 60, e o infantil não existe mais. A empresa francesa foi comprada em 1996 pelo grupo LVMH (que detém pelo menos duas das marcas citadas nesse post) e pela sua equipe de design já passou até Michael Kors, atualmente quem rege a marca é a ex-Chloé, Phoebe Philo, que fez o prestigio da marca voltar desde a saída de Kors.
A segunda história, tem a ver com outro modelo, que vale um empate técnico (na minha modesta opinião). A Constance da Hermès, surgiu em 1959 e nunca caiu no esquecimento, foi o modelo escolhido por Jacqueline Kennedy Onassis pra levar pela vida toda. O nome, dizem alguns sites, foi dado como homenagem ao nascimento do quinto bebe de Robert Dumas-Hermès, já que o dia em que o primeiro modelo foi vendido foi o mesmo que seu bebe nasceu.

#4 – Speedy

Nossa quarta colocada é modesta em seu valor, mas foi a eleita por Audrey Hepburn e é facilmente uma das minhas favoritas (alô você que quiser me presentear, tô aceitando o modelo liso só com um monograma na lateral tamanho 30!). A Speedy é uma interpretação do modelo Travel Keepall da marca, e sua primeira edição foi feita em 1854! Nem existia o modelo com monogramas que só foi introduzido em 1896 pela marca. O corpo da bolsa é feito de algodão egípcio com verniz aplicado, o que a torna totalmente impermeável e as alças são de couro. Por ser um modelo clássico e prático, volta e meia aparece na mão de uma celebridade (e de uma amiga perto de você).

#3 – Lady Dior

A terceira colocada ganhou um update no nome, a antes chamada “Chouchou” recebeu o nome de Lady Dior em meados em 1995, quando a primeira dama da França, na época Bernadette Chirac, ligou para Maison Dior pedindo uma sugestão para presentear a Princesa Diana. A bolsa se tornou seu modelo favorito, e rendeu uma grande visibilidade do modelo, que vendeu quase 100.000 unidades naquela época.
Esse modelo da Dior ganha novas versões sempre, as últimas lançadas pra coleção de Spring Summer da maison são coloridas, tanto em couro quanto em tweed e com o padrão Cannage (o matelassê) estilizado.
A coisa mais linda são as campanhas atuais dessa bolsa, com a atriz Marion Cotillard. Os videos foram dirigidos pelo David Lynch e feitos em quatro cidades do mundo: Paris, New York, Shangai e Londres, ao que tudo aponta a próxima parada será Moscou!

#2 – 2.55

A história do nosso segundo lugar é tão revolucionária como da sua criadora. Coco Chanel disse estar cansada de carregar (e perder) suas bolsas nas mãos e por isso resolveu colocar correntes e levá-las ao ombro, e assim surgiu a incônica 2.55 em fevereiro de 1955. Entre as principais curiosidades da bolsa, as mais intrigantes são em relação ao seu matelassê (e todo seu processo de fabricação) que são manuais e existem mais de 180 processos antes dela ficar pronta, todos passando pelas mãos dos funcionários que trabalham a pelo menos 15 anos dentro da marca para produzi-la, e a fofura de saber que o bolso interno com ziper era para Coco guardar suas cartas de amor, pois na época ela estava tendo um caso amoroso.
Aliás, o modelo não é vendido atualmente pelas lojas Chanel, somente sua irmã mais nova Classic Flap (criada em meados dos anos 80 por Karl Largefeld), sua última edição foi no aniversario de 50 anos do modelo, em 2005, e a maneira mais simples de diferenciá-las é através do fecho: a Classic Flap é o C duplo, enquanto na 2.55 original o fecho é o Mademoiselle, retangularzinho. As alças também são diferentes, na original as alças são inteiras de corrente, enquanto na sua irmã caçula existe o detalhe do couro entrelaçado.

#1 – Birkin

O nosso primeiro lugar é também novinho: foi criado em 1984 e surgiu de uma “reclamaçãozinha” de Jane Birkin durante um vôo, no qual o então herdeiro e diretor da Hermès estava presente.
Jane se queixou de não existir, na época, uma bolsa grande, prática e moderna o suficiente para mulheres levarem suas coisas, meses depois chegou o modelo Birkin em suas mãos e virou uma das maiores vendas da empresa.
O modelo, que tem filas de espera e famosas colecionadoras, pode levar de 2 a 15 dias para ser produzido e também é inteiramente artesanal. O interessante de tudo, além de saber que pelo menos algumas vezes um SAC funciona (mesmo quando é feito com o diretor da empresa), é que o modelo foi inspirado na Kelly, outro modelo da marca, que recebeu esse nome em referencia a Princesa (e atriz) Grace Kelly.

Enquanto eu pesquisava eu reli um textinho falando sobre as dez marcas mais valiosas no mercado de luxo, dessas, três constam na nossa listinha de it-bags o que reforça a importância histórica e os valores desses produtos:
1º Louis Vuitton, valendo US$ 24,3 bilhões (e aumentando 23% do seu valor, que já era primeiro lugar no último ano);
2º Hermès, valendo US$ 11,9 bilhões (mantendo seu segundo lugar no último ano e aumentando 41% do seu valor);
3º Gucci, (que manteve o terceiro lugar, mas perdeu 2% de seu valor de mercado);
4º Chanel, valendo US$ 5,54 bilhões(manteve o quarto lugar, e aumentou seu valor em 23% seu valor)

Ainda na lista em ordem vem a Cartier, Rolex, Hennessy, Möet & Chandon, Fendi e Burberry (que está pela primeira vez na lista).