Style Tips II: O tal do terno

Existem partes no guarda roupas, seja ele feminino ou masculino, que costumamos brincar que são pequenos investimentos. São aquelas peças necessárias, que você hora ou outra vai precisar e tem um custo mais elevado. Pro caso masculino o terno é um bom exemplo, aqui consideramos o terno como o “costume” ou seja, a calça e o paletó, enquanto o terno de verdade era/é composto de três peças: Colete, Paletó e Calça.
O preço de um bom terno é elevado, junto com ele vem um serviço de alfaiate pra ajustes no corpo do cliente, porque é de suma importância que o terno vista muito bem, mais que qualquer outra roupa do armário.
São três tipos básicos de corte: o clássico ou americano, o italiano e o inglês, cada um deles tem sua peculiaridade. O clássico é reto tanto no paletó quanto a calça, esconde as formas de quem usa (e na minha modesta opinião é meio vintage de uma maneira não legal). O italiano que é levemente acinturado no paletó e com a calça mais baixa e um pouco mais “sequinha”, e o inglês que é mais acinturado que o clássico, porém menos que o italiano e com uma calça certinha e não justa. Também pode-se utilizar das fendas na parte de trás e das pregas nas calças para garantir maior conforto. Se você é uma pessoa que combina o paletó em outras ocasiões, além das especiais e/ou do trabalho, vale investir em mais de uma cor, manter um linho junto ao preto ou cinza mais clássico é uma dica bem valiosa.
Então escolhido o terno, e você se achou tão bem nele que não quer deixá-lo no armário por muito tempo e está procurando idéias de como vestir em outras ocasiões… Você ganhou pontos comigo! Haha.

Uma idéia é usar com o jeans e camisetas em ocasiões mais informais, trocando o sapato por um têninhos mais casual, por exemplo. Contrastar a cor do blazer com a calça também cria essa informalidade, mas é sempre bom atenuar as cores que você está usando junto ao seu tipo físico.
Juntar o paletó com a dica da semana passada para as barras da calça também deixam esse efeito super evidente e com um ar moderninho.

Imagens: Reprodução

Anúncios

Style Tips: Interessância no Vestuário Masculino

É dia da mulher mas a pauta é masculina. Divergente eu sei, mas garanto que muitas mulheres agradecem dicas e idéias pra fazer seus mocinhos (e os moçoilos ao redor) mais bonitos e elegantes.
Volta e meia eu, e mais algumas amigas, comentamos no twitter elementos que achamos legais que homens usem e a réplica é sempre “nenhum homem usaria isso”, “isso é cafona” e coisas mais baixas que não precisam ser repetidas.
A idéia aqui não é você incorporar um cachecol, por exemplo, no nosso calor senegalês atual e sim procurar alternativas pra deixar o jeans com camiseta mais interessante e atrativo.
Acessórios e/ou uma terceira peça (entendam como sobreposição) funcionam muito bem para nós mulheres e pra vocês homens, bem como truques de styling: uma barra dobrada numa calça ou bermuda, bem como mangas dobradinhas na camisa de manga cumprida.
Pra ninguém reclamar que eu quero que vocês derretam escolham bem os tecidos: sintéticos e escuros não combinam com verão, menos ainda quando não estamos na nossa melhor forma: eles não respiram bem, logo atrapalham na nossa transpiração. Usem um pouquinho de cor, não faz mal a ninguém, e os cáquis, brancos e beges vão te fazer bem.

Fotos: Reprodução

Happy b-day Collete!

Para comemorar seu aniversário de forma original e muito divertida, a Collete convidou o artista americano Craig Redman do blog “Darcel Disappoints” para retratar algumas personalidades do mundo da Moda, Arte, Música e Design.

Entre Anna Wintour, Lady Gaga e as irmãs Olsen, o artista ilustrou no total 150 personalidades diferentes, número alusivo aos 15 anos de existência da Collete

Anna Wintour

Lady Gaga e Anna Dello Russo

Björk e Carine Roitfeld

Karl Lagerfeld e Suzy Menkes

Mary Kate e Ashley Olsen

 Todas as ilustrações ficarão expostas na Collete até o dia 13 de Março. Assista abaixo o vídeo da campanha:

Collete: Rue Saint Honoré, Nº75001 – Paris

Imagens: Reprodução 

A Locomotiva Fashion da Louis Vuitton

Admito que não acompanho a agenda de desfiles, vejo os releases e se bate com um horário que eu to livre acabo vendo um livestreaming ou algo do tipo. Pois hoje acordei e uns sites gringos que leio comentaram que o desfile da Louis Vuitton estava prestes a começar, pois tomei meu café da manhã quase que trabalhando.
Trabalhando não, me deliciando, porque o desfile foi maravilhoso!
Cenografia impecável, vindo do histórico recente da Vuitton com elevadores, hotéis antigos e um carrosel de modelos, não dava pra esperar pouca coisa… E Marc Jacobs não decepciona, nunca! Uma locomotiva linda trouxe as modelos para a passarela, que era uma estação ferroviária. Lindo de ver e acompanhar.
As famosas bolsas e malas da marca, que foram o destaque depois da cenografia, eram levadas ao lado das modelos por homens vestidos como maquinistas. Vimos couro, muita pele e diversos tamanhos: das mini as maxi bolsas e malas.
O couro também apareceu em vestidos e casacos, bem trabalhado com aspecto brilhante, contrapondo com o mesmo mais opaco, ora acompanhando brilhos ora acompanhando detalhes de pele nas golas. Aliás aplicações de brilho e bordado apareceram em looks inteiros, acompanhando a paleta sóbria escolhida pela marca.
Nos shapes foram re-apresentados classicos: casacos em linha A, vestidos retos e saias sobrepostas a calças retas. Golas altas reapareceram em veludo especialmente e botões que se assemelhavam a broches, tanto no tamanho quanto no cuidado. O comprimento continuou midi, exceto para alguns casacos, mas valendo até para as calças que ficaram pela altura do tornozelo.
Se fosse pra jogar uma década de referência passaria perto da segunda guerra, tanto pela cores quanto pelo styling usado, me lembrou algumas imagens de aulas e livros de indumentária, e até filmes clássicos.
Com isso vem uma teoria que percebi em algumas fotos, desfiles e coleções: já faz um tempo que olhamos para décadas anteriores como fonte de inspiração, passamos pelos anos 70 e 60 recentemente e estamos voltando mais: franjas vindas do jazz dos anos 20, minimalismo não menos feminista de entre guerras. Vemos as tendências se focando em épocas que o consumo desenfreado não era o foco, o contrário do que vemos hoje. Não falo isso como uma tendência comportamental efêmera, acho mesmo que será o nosso background daqui alguns anos, antes que precisemos reciclar roupas, literalmente.

Fotos: Style.com

A Silhueta da Balmain

Existem marcas e marcas. Daquelas que vemos o que fizeram na última coleção da passarela porque rolou um burburinho e aquelas que nós aguardamos ansiosamente a próxima coleção.
Já descrevi aqui minha vontade de ser milionária e viver de Balmain, aliás milionária e magra, porque né, não dá pra usar os minis com perninhas de “Mulher Fruta”.
Pois bem, Olivier dessa vez tomou como inspiração um Ovo Fabergé que foi dado a Elizabeth Taylor e trouxe um trabalho com perólas maravilhoso. A silhueta contava com calças skinny e flare, saias lápis e muita jaqueta oversized, um shape quadrado contrapondo com os minis justíssimos da marca. Muito veludo, muito bordado com pérolas e muito couro, como a gente sabe que a Balmain adora.



O que dá pra ver é que Rousteing está sabendo conduzir a Balmain sem (me) decepcionar. Achei o trabalho com os bordados em couro maravilhoso, super cuidadoso e obviamente uma fortuna, até porque a Balmain é conhecida por preços absurdos. Aliás, uma das jaquetas acima (a terceira foto) é considerada a mais cara feita pela marca até hoje, se alguma fast fashion fizer algo similar a gente agradece, de coração.

Fotos: Style.com

Wake Me Up Before You Go-go by Emmanuelle Alt

Faz quase um mês que esse vídeo saiu, mas devido a minha falta de tempo não deu pra dar meus pitacos…
A então editora da Vogue France, Emmanuelle Alt, deu uma de “gente como a gente” (só que mais fina, com produção e backing vocals dignos) e fez um vídeo cantando Wake me up before you Go-go, do Wham, pra divulgar o site novo da revista.
Eu digo que não foi nada humilde porque as backing vocals, ao menos no vídeo, eram só Anja Rubik, Jasmine Tookes, Kendra Spears e Karmem Pedaru. Sim, time modesto e simples, só que ao contrário. Mas o vídeo ficou super bacana, com uma carinha de anos 80 e performático na medida.