Summer Loving

Semanas de moda vem e vão e o nosso amor eterno por algumas marcas (e seus respectivos designers) permanecem, é mais ou menos isso que eu penso depois da última maratona.
Acompanhei os desfiles de Nova York, mas devido a falta de tempo Londres, Milão e Paris ficaram meio esquecidas, ou não, meus designers favoritos e até os melhores reviews aleatórios eu dei uma olhadinha. Dentre esses assisti o streaming da Prada no meu horáriozinho de almoço e, como de costume, fiquei querendo muita coisa.
Miuccia Prada, a responsável pela Miu Miu e pela Prada, veio sambar na cara dos outros designers e criar estampas must-love (de novo) e sapatinhos que me fazem perder a noção do ridículo.
Como assim perder a noção do ridículo, Mariana? Você tá elogiando ou criticando?
Miuccia, como li num texto excelente dias atrás, é uma pessoa que cria coisas que, talvez fora de um contexto ou universo criativo, você não teria coragem de usar. Ou teria, mas não contaria pra ninguém (até porque se eu sair com uma saia de bananas meus amigos vão me chamar de Carmen Miranda até a minha décima geração seguinte).
Ela beira um excesso que faz você querer boa parte de sua coleção, ao mesmo tempo que vê se pulverizar por todos os lados, ou seja, um entendimento incrível pra quem quer ter uma marca de muito sucesso.

E essa última semana de moda não foi diferente, o feminino da Prada continuou as estampinhas fofas de carros velozes vistas no masculino, e trouxe mais, saltos literalmente turbinados, prints e aplicações flamejantes e bolsas estruturadas… A paleta de cores me remetia a uma coisa meio retrô, bem como shapes e plissês. Eu queria muita coisa…

Já em Paris, a Miu Miu, pra mim, ficou com cara de gente grande: cores mais sóbrias, patchworks (oh, eu não gostava e fiquei querendo de novo) e rendas coordenavam com cinturas super marcadas por saias acetinadas.

E se você não se encantou por essa coleção ainda, espere até sairem as respectivas campanhas ou você encontrar no fast-fashion mais próximo… Você provavelmente mudará de opinião.

Fotos: Reprodução

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Sobre mari.

mari tem vinte e três anos, não gosta de letras maiúsculas, estudou moda e trabalha com criação e desenvolvimento de produtos desde os dezenove. é consumista, coleciona sapatos e é apaixonada por design e bolsas clássicas. quando crescer quer ser ao menos metade do que audrey hepburn foi. é movida por música, sua vida é dirigida por woody allen e tim burton - nos momentos bizarros. lê mais livros que a média das pessoas, porém menos do que gostaria. tem mais sapatos do que consegue usar e ainda assim são poucos. sua ambição até o fim do ano é virar uma centopeia, literalmente, sem estourar no cartão de crédito. disponível em (quase) todas as mídias sociais, e no mah.rosalen at gmail dot com.

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